06/11/2018 às 11:02 - Atualizado em 06/11/2018 às 11:24

Superministério preocupa empresariado alagoano

Foto: Arquivo Fecomércio AL O presidente do Sistema Fecomércio AL e Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta, tem posicionamento otimista.

O anúncio da criação de um superministério com a fusão de Indústria e Comércio, mais o Planejamento, com a Fazenda, não agradou o setor industrial de Alagoas. Seja pela diminuição da representatividade, ou o temor da saída da pauta prioritária, lideranças repercutiram negativamente a medida. A previsão é de que a superpasta a ser criada seja comandada pelo economista Paulo Guedes, apelidado de “Posto Ipiranga” pelo próprio presidente eleito Jair Bolsonaro. Mesmo com o seu argumento principal de enxugar a máquina pública e acabar com interesses corporativos e segmentados, a medida não foi bem recebida.



Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra, a necessidade da defesa de políticas específicas justificaria a manutenção do ministério. “Desde já nos preocupa a pretensão de extinguir o Ministério da Indústria e Comércio. Embora sejamos a favor da redução de ministérios, somos contrário à fusão do MDIC com o Ministério da Fazenda”, disse José Carlos.

O industrial é a favor de que a pauta da indústria não fique subordinada, sob pena de acabar tendo sua importância diminuída.



INDEPENDÊNCIA



Foi o que também defendeu o presidente da Associação das Empresas do Polo Multissetorial do Distrito Industrial Governador Luiz Cavalcante, Milton Pessoa. Em sua avaliação, o Ministério da Indústria e Comércio sempre soube representar e dar a devida força ao segmento econômico.



“A importância do ministério sempre garantiu uma representação muito boa. Não achamos que é um bom negócio essa proposta. Vai tirar a independência”, alertou o empresário.

Ele também defende a diminuição do Estado, bem como os gastos públicos, porém, reconhece que o setor produtivo precisa de voz ativa.



“Defendemos o enxugamento, mas entendo que deve se acomodar de outra forma”, completou Milton, preocupado com a diluição da pauta da indústria em outras representações.



Para o presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac, Instituto Fecomércio Alagoas e Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta, as mudanças já anunciadas soam positivas, “apesar de ser necessário esperar como determinados ministérios, como esse ligado ao setor produtivo, ficariam, se totalmente apagados ou não”. “Porque nós temos que ter algum trabalho direcionado para a melhoria dessa economia que está perante nós aí, nos trazendo muito sacrifício, muito desemprego, e isso é muito negativo. Eu espero que ele [Bolsonaro] esteja certo em criar esse superministério, juntar toda área econômica em um só lugar e ter o domínio de tudo isso. Eu sinto que a confiança do empresariado tem aumentado, seja por acreditar no novo governo, seja pela expectativa de melhora na economia, porque como empresário só nos resta acreditar. Pior do que está eu creio que seja impossível ficar”, destaca. 

Fonte: Gazeta de Alagoas, com adaptações.

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